vezenquando

Thursday, November 19, 2009

Minha nova mania



Andy Riley

Saturday, October 24, 2009

Capítulo eterno

Most of the time I'm halfway content
Most of the time I know exactly where it went
I don't cheat on myself, I don't run and hide
Hide from the feelings that are buried inside
I don't compromise and I don't pretend
I don't even care if I ever see her again
Most of the time.



Faz tempo que eu queria te dizer isso. Que há coisas com as quais a gente não aprende a conviver. Eu estava errada, tão errada, desculpa. A gente não esquece e tampouco aprende a conviver. É assim, eterno, inconsolável, pontiagudo e sempre, sempre, sempre dolorido. Um nome que pula na memória, o acorde por acaso, o perfume de felicidade passageira e a gente lembra: Amor. Que coisa... Mas, olha, eu realmente acreditava que era possível passar por cima, fazer tudo ficar tão sutil que, um dia, se tornaria parte do passado, "rá, era só isso!" e continuar caminhando sem tropeçar. Achava que não existia um grande amor, mas vários deles. Olha só que bonito, que lógico! Mas, agora, estou precisando tanto de ajuda para enxergar... Você me ajuda? Perdi as ondas frescas do rio, a grama para piqueninque, o sol e o arco-íris. Esqueci o "a" maiúsculo da palavra atrás da porta fechada. Deixei escapar. Morreu, acabou. E não dá prá conviver com isso.

Sabe, aquela era uma época em que eu tinha convicções, não sentimentos. Em que eu exigia certezas e espantava as sinceridades. E aí, aí a vida torceu tudo. E agora sou eu que digo que não sei, que vejo o mundo se abrir diante dos meus pés porque... porque não sei o que pode ser depois de amanhã. Não controlo as reações, tento diferente e... e desisto. Fiquei lá atrás, pregada naquela janela para sempre. Sem esquecer, sem conseguir conviver com isso. Perdão... estava tudo errado. Passei esse tempo todo achando que podia superar, que encontraria algo mais, melhor. Mas não existe. Por mais que eu abra muito os olhos, as cores estão longe, nas águas de alguma praia de dezembro. Há coisas com as quais a gente, simplesmente, não aprende a conviver, fazer o quê? Faz tempo que queria pedir desculpas. Não foi por mal... E espero que eu não tenha causado maiores catástrofes por aí. Porque, por aqui, eu acabei de desperdiçar a última solução.

Wednesday, September 23, 2009

Falta

"Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados."

Gabriel Garcia Márquez

Estou com falta crônica de poesia na minha vida.

Thursday, September 10, 2009

O Saul também

O Saul Galvão morreu.
Agora são dois ídolos que se vão no mesmo ano.
Fecho os olhos e lembro das boas-vindas quando cheguei ao mundo do jornalismo gastronômico, do único e mais belo elogio gratuito que ganhei em toda a minha vida profissional, dos e-mails ajudando minhas matérias, dos palavrões, do sorriso amplo, sempre, da convicção que inglês é língua de bárbaros, mademoiselle!, e do último abraço. E, em silêncio, agradeço a oportunidade de ter dividido a redação com esse jornalista de verdade, um dos pouquíssimos que conheci capaz de guardar a generosidade simples de quem está sempre aprendendo.

Salve, cavalheiro!